Segundo Richard Clarke (1990), existem duas linhas de pensamento, sobre o impacto dos media nos processos de aprendizagem… A “Teoria dos Media Fortes”, em que cada um dos media tem uma contribuição específica e única para a aprendizagem e para a motivação; E a “Teoria dos Media Fracos”, onde os media não têm qualquer influência sobre a aprendizagem.
São várias as linhas de análise sobre este tema. Mas uma coisa, estas duas teorias têm em comum… A motivação. O efeito novidade, de cada novo meio que aparece, é um factor motivacional que favorece a aprendizagem. Por sua vez, quando este deixa de ser novidade, deixam também de existir vantagens para a aprendizagem.
Segundo Schramm (1977), a aprendizagem é mais afetada pelo tipo de conteúdo que pelo meio que é apresentado.
Mas um facto a constatar, é que os média podem favorecer a rapidez com que se processa a aprendizagem. Esta rapidez baseia-se nas características do conteúdo e no estilo da aprendizagem. Por exemplo, o meio cultural em que cada estudante está inserido, pode influenciar a perceção do mesmo em relação à aprendizagem através de um determinado médium, consoante a sua cultura ou os meios que têm ao seus dispor (culturas africanas privilegiam os livros – culturas americanas admitem ser a TV e o vídeo meios de mais fácil aprendizagem em relação aos livros).
Não existem conclusões definitivas sobre os média fortes ou fracos, mas ambas têm em comum o facto de considerarem vantajoso a utilização dos média eletrónicos (apesar de considerarem que estes não são insubstituíveis) para o ensino, pois estes podem tornar a educação mais rápida e barata. As novas tecnologias são um processo central dos actos de natureza pedagógica.
A forma mais vulgar de comunicação entre os seres humanos é a linguagem oral. Através da fala o homem expressa as suas ideias, os seus sentimentos e necessidades, enfim, trocam informação.
Segundo Cloutier (década 70), existem três tipos de linguagens fundamentais, às quais chama de linguagens de base – o A (áudio), o V (visual) e o S (scripto). Cloutier, às restantes linguagens, chama de linguagens sintéticas, que são combinações das linguagens de base.
Para um estudo mais aprofundado das linguagens de comunicação, o professor Rocha Trindade (1992) adoptou uma categorização que nos permite caracterizar os diferentes meios e as suas influências. Segundo este, os discursos mediáticos podem ser agrupados em quatro grupos: o discurso scripto; discurso áudio; discurso vídeo e discurso informo. Posteriormente e com a necessidade de incluir as formas emergentes de comunicação que as novas tecnologias vieram disponibilizar acrescentou-se o discurso multimédia interactivo.
As linguagens dos diferentes discursos podem veicular diferentes tipos de mensagens. Estas diferem na sua capacidade de lidar com a informação e com os conhecimentos, quer eles sejam concretos, quer sejam abstratos. Os conhecimentos abstratos são do domínio da língua e todos os media a utilizam em maior ou menor grau, seja na forma oral, seja na forma escrita.
Discurso Scripto – O mais utilizado nos processos de transmissão da informação e do conhecimento, caracteriza-se pela apresentação a duas dimensões (em superfície), estática e permanente. Logo, todas as linguagens comunicacionais que cumpram estas premissas fazem parte deste discurso. Como é o caso do texto verbal, texto alfanumérico, desenho, pintura, fotografia, etc. Considerado como um dos expoentes deste discurso – o livro.
Discurso Vídeo - Caracteriza-se pela existência de imagens em movimento, a duas dimensões. As duas linguagens mais importantes deste discurso são o cinema e a televisão/ vídeo. Outra das características das linguagens do discurso vídeo é a sua capacidade para disponibilizar uma ilustração ou um exemplo concreto de um princípio abstracto.
